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A obesidade resulta do
acúmulo excessivo de gordura que excede aos padrões estruturais
e físicos do corpo. |
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A Obesidade é reconhecida hoje
como importante problema de saúde pública. É doença crônica,
progressiva, fatal, geneticamente relacionada e caracterizada
pelo acúmulo excessivo de gordura e desenvolvimento de outras
doenças (co-morbidades). |
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Os dados atuais são preocupantes:
o número de obesos no Brasil e no mundo tem aumentado com muita
rapidez.
Um estudo comparativo do Setor de Epidemiologia da Faculdade de
Saúde Pública da USP mostrou que, em apenas duas décadas (entre
1974 e 1997), o número de pessoas obesas no Brasil quase
triplicou. Outra pesquisa, feita pela Organização Mundial de
Saúde (OMS), indicou que o aumento da obesidade é um problema
que atinge dezenas de países.
Mas se quem é obeso sofre com o excesso de peso e sabe que a
obesidade é fator de risco para doenças cardiovasculares,
diabetes, hipertensão arterial e alguns tipos de câncer, por que
esse número cresce cada vez mais?
A obesidade é uma doença que depende de vários fatores para se
desenvolver: a genética da pessoa, fatores culturais e étnicos,
sua predisposição biológica, estilo de vida e hábitos
alimentares.
As pessoas, no entanto, engordam por uma simples questão:
consomem mais calorias do que gastam. Em outras palavras, não se
alimentam de forma equilibrada e muitas levam uma vida
sedentária. Se o corpo não usa a energia que ingeriu, por meio
de atividades físicas, essa energia se transforma em gordura e
se acumula no corpo, causando o aumento de peso.
Como a perda de peso é algo que requer muita força de vontade e
disciplina, melhor do que combater, é prevenir a obesidade. E o
cuidado começa já na infância. |
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De acordo com o "National
Institutes of Health (NIH)" - Instituto Nacional de Saúde dos
Estados Unidos, um aumento de 20% ou mais acima de seu
peso corporal ideal significa que o excesso de peso
tornou-se um risco à saúde. |
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Quem resiste à tentação de, ao
passar por uma farmácia, dar aquela "pesadinha" na balança, para
ver se os quilos aumentaram ou diminuíram? Apesar desse
“controle” que as pessoas costumam fazer, as balanças do Brasil
e do mundo estão recebendo, cada vez mais, pessoas acima de seu
peso ideal.
O Brasil e o mundo vivem uma
verdadeira epidemia de obesidade. Para se ter uma idéia da
gravidade do problema, cerca de 70 milhões de brasileiros – ou
40% da população – está com excesso de peso. Além disso, 13% das
mulheres e 8% dos homens sofrem de obesidade em nosso país.
50% dos brasileiros estão acima de seu
peso corporal ideal.
Além dos números altos, o que assusta é a rapidez com que eles
cresceram. Estudos comparativos do Setor de Epidemiologia da
Faculdade Pública da USP indicam que, na década de 1970, os
homens obesos no Brasil somavam 2,8% da população masculina. Em
apenas 23 anos, esse número quase triplicou, passando para os
atuais 8%. No mesmo período, o índice feminino passou de 4,9%
para 13%.
Nos Estados Unidos a situação é ainda mais preocupante: 61% da
população está com o peso acima do normal, e em 2001 foram
contabilizadas 300 mil mortes decorrentes da obesidade.
A obesidade mata por ano, cerca de 300 mil pessoas nos Estados
Unidos, e quase 100 mil no Brasil, de acordo com a Organização
Mundial de Saúde (OMS).
Hoje 97 milhões de americanos, mais de um terço da população
adulta, estão acima do peso ou obesos.
Estima-se que 10 milhões dessas pessoas sejam considerados
Obesos Mórbidos. |
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"Acima do Peso" vs. "Obesidade" |
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Mas qual é, afinal, a diferença
entre “estar acima do peso” e “ser obeso”?
A obesidade é um excesso de gordura na composição do corpo, mas
só pode ser chamada assim quando mais de 20% da massa corporal
total for constituída por gordura (30% no caso das mulheres).
Quem se encontra nessas condições, têm a saúde comprometida e
corre o risco de contrair diversas doenças, como as
cardiovasculares, vários tipos de câncer, diabetes e
hipertensão, entre outras. |
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As pessoas engordam por diferentes
motivos:
• Ou porque se alimentam de forma desequilibrada e consomem mais
calorias do que necessitam e do que gastam (por levarem uma vida
sedentária);
• Ou porque o corpo metaboliza os alimentos de forma
desequilibrada.
Há casos de obesos que comem pouco mas têm grande capacidade de
armazenar energia em forma de gordura, bem como magros que comem
muito, mas seu organismo gasta o que foi consumido com enorme
rapidez.
O mau funcionamento de determinadas substâncias em nosso
organismo também alteram seu equilíbrio natural, causando
obesidade.
Uma deficiência na produção da proteína leptina, por exemplo,
pode levar o indivíduo a comer mais do que ele realmente
precisa, pois é ela que “avisa” o hipotálamo, localizado no
sistema nervoso central, que o organismo está satisfeito. Este,
por sua vez, manda uma mensagem para o corpo avisando que ele
pare de comer e passe a queimar calorias. Se há deficiência
nessa comunicação a tendência é comer excessivamente.
Como você pode concluir, a obesidade é um assunto que tem de ser
encarado com muita responsabilidade e cuidado. Procure se
informar melhor sobre o tema e, se você sofre com excesso de
peso, consulte seu médico regularmente para avaliar sua saúde. |
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As razões para a obesidade são diversas e complexas. Apesar da ciência convencional, a obesidade não é simplesmente um
resultado de alimentação excessiva. |
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Entendendo os Tipos Físicos para
entender os Tipos Diferentes de Ganho de Peso |
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Os tipos físicos descritos pelos
especialistas são: tubo, pêra, ampulheta e maçã. |
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Tubo (linhas finas, pouca
cintura) |
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O perfil é basicamente reto.
Membros longos e esguios. quadris estreitos com largura
semelhante à do busto e dos ombros. A cintura não é bem
definida. |
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Pêra (quadris à brasileira) |
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Típica brasileira, com quadris
e coxas mais largos que os ombros. Cintura bem marcada e bumbum
definido e proeminente. |
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Ampulheta (risco de gorduras
localizadas) |
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Sua figura mostra as curvas
femininas clássicas. Cintura fina
e curvada. Coxas bem formadas. Ombros e quadris têm larguras
semelhantes. |
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Maçã (ombros e costas largos) |
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Ombros, costas e peito
proporcionalmente maiores que os quadris e as coxas. Bumbum
pequeno. Aparência pesada na parte superior. |
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Tipos Diferentes de Ganho do Peso |
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Embora o total de gordura no nosso
corpo seja importante, é mais relevante ainda, saber onde ela
está localizada. A gordura depositada na região abdominal
(andróide) acarreta mais riscos à saúde do que se ela estiver
concentrada em outra parte do corpo, como região dos quadris e
coxas (ginóide). Uma medida que é comum ser usada na prática
médica para avaliar os risco de saúde é a Relação
Cintura:Quadril. |
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Mulheres com Cintura:Quadril >
0,80 cm = Risco
Homens com Cintura:Quadril > 1,00 cm = Risco |
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Muitos especialistas utilizam,
conjuntamente, os métodos
IMC e Cintura:Quadril, para
avaliar com mais segurança os risco de saúde do paciente. Cabe
destacar, que outros autores têm aceite que a simples
circunferência abdominal maior que 95 cm é representativa de
risco elevado de doenças. |
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"Maçã" vs.
"Pêra" |
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O ganho do peso na área acima da
cintura (tipo físico maçã) é mais perigoso do que o peso ganho
em torno da área dos quadris e do flanco (tipo físico pêra).
As células gordas na parte superior do corpo têm qualidades
diferentes do que aqueles encontrados nos quadris e nas coxas.
As pessoas com o perfil em formato de maçã têm mais facilidade
de desenvolver outras doenças, como problemas cardiovasculares,
pois a gordura visceral, ao contrário da subcutânea, dirige-se
diretamente para o fígado antes de circular até os músculos,
podendo causar resistência à insulina, levando à
hiperinsulinémia, que são níveis elevados de insulina,
aumentando assim o risco de diabetes mellitus tipo II,
hipertensão e doenças cardiovasculares. |
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Conceitos de Biologia em Relação às
Gorduras |
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• O papel das células |
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O corpo humano é formado por mais
de 75 trilhões de células, unidades microscópicas, mas que
contêm estruturas complexas que desempenham funções vitais. Para
isso, elas precisam de energia, que provém das calorias
absorvidas na alimentação. Dentro desse rol gigantesco de
células, algumas são especializadas, desenvolvendo atividades
específicas, como as células de absorção e as células gordurosas
(adipócitos), imprescindíveis para a digestão e o armazenamento
da gordura, respectivamente. |
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• Células de absorção |
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Uma vez terminada a digestão dos
alimentos, estes são absorvidos pelo organismo. No caso das
gorduras, esse processo é feito no interior do intestino
delgado, que apresenta protuberâncias minúsculas, chamadas de
vilosidades, que participam da absorção dos nutrientes. Há
também as microvilosidades, que são protuberâncias muito
diminutas que contribuem para o transporte dos nutrientes, como
as gorduras, da luz do intestino para a corrente sanguínea. |
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• Células gordurosas |
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São chamadas de células gordurosas
ou adipócitos, aquelas que armazenam gorduras dentro do corpo e
as liberam quando for necessário. A energia é armazenada na
forma de triglicerídeos, que são moléculas de lipídios compostas
basicamente por gordura.
As células gordurosas armazenam energia na forma de
triglicerídeos. |
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• Distribuição anatômica da
gordura |
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Em pessoas com peso normal, a
maior parte do tecido adiposo está localizado sob a pele,
atuando como protetor contra a perda de calor, o que é chamada
de gordura subcutânea. Os indivíduos com sobrepeso ou obesos,
além da gordura subcutânea, carregam tecido adiposo na região
abdominal, o que representa uma importante reserva de energia,
chamada de tecido adiposo visceral, mas que contribui para
muitas das doenças associadas à obesidade. |
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Gordura Subcutânea + Tecido
Adiposo Visceral = Gordura Abdominal |
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• Maçã ou Pêra |
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Quando o tecido adiposo se acumula
predominantemente na região abdominal, há um predomínio da
gordura visceral e diz-se que a pessoa apresenta obesidade do
tipo andróide ou tipo "maçã". Se a tendência é acumular gordura
na região dos quadris e coxas, a obesidade é classificada como
ginóide ou tipo "pêra". |
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Lipocytes (Células Gordas) |
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A gordura adicional é armazenada
nos "lipocytes", que expandem no tamanho até que a gordura seja
usada para o combustível. |
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Quando a entrada de energia é
igual à saída da energia, não há nenhuma expansão das células
gordas (lipocytes) para acomodar o excesso. Somente quando são consumidas mais calorias, é que são produzidas a gordura extra
que está armazenada nos "lipocytes" e a pessoa começa a acumular
gordura. |
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O mecanismo da fome é controlado
por um sistema complexo de comunicação entre diversas proteínas
liberadas pelo aparelho digestivo e envolve mais de 250 genes
herdados de nossos pais. Visando a manter o equilíbrio
energético do organismo, cada um desses genes produz uma
determinada proteína. Sua regulação é tão precisa que se a
pessoa ingerir 120kcal a mais do que suas necessidades
energéticas por dia (o que equivale a um copo de refrigerante),
no final de 10 anos terá engordado 50k.
O estômago é um importante regulador do apetite. Quando está
vazio, há a liberação de grelina, um hormônio que age no cérebro
e dispara a sensação de fome que diminui gradativamente à medida
que comemos.
A passagem dos alimentos para os intestinos provoca a liberação
de outro hormônio, representado pela sigla PYY, que também age
no cérebro, ativando o centro de saciedade e provocando a perda
de apetite. O balanço estabelecido entre esses dois hormônios,
grelina e PYY, indica quando se deve iniciar ou terminar uma
refeição.
Dependendo do tipo de alimentos ingeridos, há uma composição
diferente na liberação desses hormônios. Por exemplo,
carboidratos simples, como a batata e os doces, são absorvidos
antes de os intestinos liberarem o hormônio PYY inibidor da
fome. Quebrados pela insulina produzida pelo pâncreas, esses
carboidratos ingeridos em excesso transformam-se em células
gordurosas.
No entanto, a gordura de alimentos, como a da carne vermelha,
por exemplo, passa rapidamente para os intestinos e libera PYY
induzindo mais depressa a sensação de saciedade. Essa
constatação derruba antigos mitos que condenavam a ingestão de
certos alimentos mais gordurosos como prejudiciais à saúde. |
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Saiba quais substâncias são liberadas pelas células de gordura |
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Quando uma pessoa engorda, suas
células adiposas (de gordura) aumentam em até seis vezes o seu
tamanho e começam a se multiplicar, passando de cerca de 40
bilhões para cerca de 100 bilhões. Quando isso acontece, as
células de gordura liberam na corrente sanguínea substâncias
inflamatórias e hormônios, que causam diversos prejuízos ao
organismo. |
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• Ácidos Graxos |
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As células de gordura armazenam
triglicérides e os liberam na corrente sanguínea como ácidos
graxos, que têm a função energética. Mas quando são secretados
em grande quantidade, são armazenados diretamente no fígado,
coração e músculos, causando doenças. |
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• IL-6 e TNF-ALFA |
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Proteínas produzidas pelo tecido
adiposo e pelo sistema imunológico. Essas substâncias estão
envolvidas no entupimento de artérias. Elas levam à formação de
radicais livres (relacionados ao envelhecimento celular) e à
lesão do endotélio (camada que reveste artérias e veias por
dentro), favorecendo o acúmulo de placas de colesterol, que faz
com que o indivíduo tenha mais doenças do coração e
circulatórias. |
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• Adiponectina |
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Proteína produzida pelo tecido
adiposo. Tem um papel antiinflamatório e protege as artérias do
entupimento pelo acúmulo de gordura. Ela é secretada pelo tecido
adiposo em condições normais, mas quando a pessoa engorda, sua
produção diminui. Está mais presente nos magros do que nos
obesos. |
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• Angiotensinogênio e PAI-1 |
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O angiotensinogênio é convertido
em uma substância que causa constrição dos vasos sanguíneos,
causando hipertensão. A diminuição do PAI-1, um anticoagulante
natural, está relacionada à formação de trombos e coágulos. |
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• Resistina |
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Proteína produzida pelo tecido
adiposo. Quando secretada em grandes quantidades está
relacionada à resistência à insulina (condição que leva ao
desenvolvimento do diabetes tipo 2). |
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• Leptina |
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Hormônio produzido exclusivamente
pelas células de gordura. É ele o responsável pela sensação de
saciedade no cérebro. Quanto mais gordura a pessoa tem no corpo,
mais leptina é produzida. O problema é que as pessoas obesas,
apesar de produzir grande quantidade do hormônio, acabam criando
resistência à sua ação. |
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Hiperlipidemia é o aumento dos
lípides (gorduras) do sangue. Os lípides incluem colesterol,
esteses do colesterol, fosfolípides e triglicérides. No sangue
estão ligadas às moléculas grandes, chamadas de lipoproteínas.
São LDL, HDL e triglicérides
Lípides é um termo amplo para designar todas as gorduras do
organismo inclusive as do sangue.
O Colesterol pode ser considerado um tipo de lipídio produzido
em nosso organismo. Ele está presente em alimentos de origem
animal (carne, leite integral, ovos, etc). Em nosso organismo,
desempenha funções essenciais como produção de hormônio,
vitamina D, entre outras. No entanto, o excesso de colesterol no
sangue é prejudicial e aumenta o risco de desenvolver doenças
cardiovasculares.
Em nosso sangue existem 2 tipos de colesterol:
LDL colesterol
Conhecido como “ruim”, ele pode se depositar nas artérias e
provocar seu entupimento.
HDL colesterol
Conhecido como “bom”. Retira o excesso de colesterol para
fora das artérias, impedindo o seu depósito diminuindo a
formação da placa de gordura.
Triglicérides
É um dos componentes gordurosos das lipoproteínas junto com
os fosfolípides. |
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Colesterol
• O que é?
O Colesterol é o resultado do metabolismo de duas substâncias em
nosso organismo: *HDL, o bom colesterol, e *LDL, o mau
colesterol. O LDL é adquirido pela ingestão de alimentos
gordurosos de origem animal.
* LDL: É a abreviação, em inglês, das primeiras letras de Low
Density Lipoprotein= lipoproteína de baixa densidade. É chamado
também de LDL- colesterol ou colesterol mau, porque essa
lipoproteína entra na composição da placa da ateroesclerose e na
formação do trombo
* HDL: É a abreviação, em inglês,das primeiras letras de Hight
Density Lipoprotein. Ao contrário do LDL, é uma lipoproteína de
alta densidade. O HDL é considerado parte do colesterol que
protege o coração (o bom colesterol).
• Causas
Os níveis de LDL-colesterol podem se elevar por 2 fatores
principais: o genético e a dieta. O fator genético é o mais
importante, porém dietas inadequadas também elevam o
LDL-colesterol. Pessoas que têm parentes diretos com colesterol
alto e história familiar de *aterosclerose devem ter seu
colesterol dosado. Já a dieta rica em gorduras saturadas e
colesterol aumenta os níveis de LDL-colesterol no sangue. O
colesterol só existe nos alimentos de origem animal.
* Aterosclerose: É o mesmo de arteriosclerose. Envolve o
depósito de gorduras (colesterol), cálcio,fibrina na camada
interna das artérias. Palavra de origem grega que significa
artérias endurecidas.
• Descrição
O colesterol na realidade é uma gordura do ponto de vista
químico. Ele é um álcool monoídrico não saturado, fundamental
para o homem porque faz parte da constituição da membrana que
reveste as células dos tecidos e constitue matéria prima para a
fabricação de ácidos biliares, hormônios e vitamina D. No sangue
ele pode estar livre ou fazendo parte das chamadas lipoproteínas
(aglomerado de colesterol, proteínas e gorduras que circulam
pelas artérias e veias). Do ponto de vista prático nos interessa
dois tipos destas lipoproteínas: as LDL ( Low Density Proteins
ou lipoproteínas de baixa densidade) e as HDL (High Density
Lipoproteins ou lipoproteínas de alta densidade). O colesterol
que faz parte das LDL é o que participa da formação das placas
de aterosclerose que obstruem as artérias. Quando ele é
absorvido pelos macrófagos que são células sangüíneas, estas se
transformam nas chamadas células espumosas que marcam o início
do processo de aterosclerose. Sua elevação é portanto
indesejável e deve ser combatida. Já o colesterol contido nas
lipoproteínas HDL é o bom colesterol. Ele não participa do
processo de obstrução das artérias e tem ainda um efeito
protetor. Estas lipoproteínas, na realidade retiram o colesterol
dos tecidos e o leva para o fígado onde é eliminado ou
reaproveitado. Esta ação é o que se chama de transporte reverso
do colesterol que tem ação anti-aterogênica. Portanto, quanto
maior o teor destas lipoproteínas HDL ou de alta densidade, mais
se evita a obstrução arterial pela aterosclerose.
• Diagnóstico
Assim o risco de doença aumenta significativamente e
progressivamente quando estão acima dos valores desejáveis o
colesterol total e o colesterol ligado às lipoproteínas LDL.
Para o HDL colesterol a relação é inversa: quanto mais elevado
seu valor, menor o risco de doença arterial coronariana. Existem
evidências atuais que os *triglicérides acima de 200 mg/dl
aumentam o risco de doença apenas quando estão presentes níveis
de HDL diminuídos e de LDL aumentados. Um outro fato muito
importante em todas estas evidências é que a redução dos níveis
de LDL colesterol reduz, a longo prazo, o risco de doença nos
indivíduos saudáveis e diminue as manifestações da doença já
instalada nas pessoas com aterosclerose conhecida. É
extremamente importante conhecer o chamado "perfil lipídeo" e
modificá-lo caso esteja anormal.
* Triglicérides: É um dos componentes gordurosos das
lipoproteínas junto com os fosfolípides
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Valores para Adultos em mg/dl |
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Desejáveis |
Limitrofes |
Aumentados |
| Colesterol total |
Abaixo de 200 |
200-239 |
Acima de 240 |
| LDL colesterol |
Abaixo de 130 |
130-159 |
Acima de 160 |
| HDL colesterol |
Acima de 40 |
- |
- |
| Triglicérides |
Abaixo de 200 |
- |
Acima de 200 |
• Sintomas
Formam-se as placas de gordura ou *ateromas que se depositam nas
artérias estreitando-as e prejudicando a passagem do sangue para
o coração.
* Ateromas: É a formação, dentro da artéria, que estreita a
passagem do sangue. É o que constitue-se na ateroesclerose ou
arteriosclerose.
• Tratamento
Recomendações para quem tem colesterol elevado: Muita atenção
com alimentos originários do reino animal. São eles que contém
colesterol. Os alimentos do reino vegetal não contém colesterol.
Evite leite integral e seus derivados (queijos, principalmente
amarelos, manteiga, creme de leite), biscoitos amanteigados,
croissants, folhados, sorvetes cremosos, embutidos em geral
(lingüiça salsicha e frios), carnes vermelhas gordurosas, carne
de porco (bacon, torresmos), vísceras (fígado, miolo, miúdos);
pele de animais terrestres, animais marinhos (camarão, lagosta,
sardinha e outros frutos do mar).
Especial atenção deve-se dar à redução da ingestão de gema de
ovo (225mg/unidade), não se esquecendo que ela participa também
do preparo de diversos alimentos (bolos, tortas, panquecas,
macarrão, etc).
| Alimentos |
Preferir |
Evitar |
| Peixes, carnes, aves e frutos do mar |
Peixes, frango sem pele, carnes magras. Retirar
toda a gordura visível. |
Carnes gordurosas, vísceras (fígado, coração),
embutidos. |
| Leite e derivados |
Leite e iogurte desnatado, queijo branco ou
ricota. |
Leite e iogurte integrais, queijos amarelos,
cremosos. |
| Ovos |
Clara de ovo.
Receitas: 2 claras = 1 ovo |
Gema de ovo. |
| Frutas e verduras |
Frutas e verduras frescas. |
Verduras na manteiga |
| Doces |
Massas de bolo sem gema de ovo, sorvete e doces
de frutas. |
Massas de bolo com gema de ovo, sorvetes com
leite, doces com coco, chocolate, e chantilly. |
| Paes, cereais e grãos |
Pães pobres em gordura, cereais integrais
(aveia, trigo, farelo), massas sem gema de ovo, grão de bico,
feijão, ervilha, lentilha, batata, arroz, mandioca. |
Pães com recheio, manteiga, croissants,
bolachas, massas com gema de ovo. |
| Gorduras, óleos e molhos |
Margarinas, óleos vegetais (soja, milho, canola
e azeite de oliva). |
Frituras, manteiga, óleo de coco e de dendê,
maionese, gordura animal (toucinho, banha), molhos com creme de
leite. |
• Entenda o Colesterol
A maior parte do colesterol é fabricada pelo próprio corpo,
cerca de 70%, no fígado, enquanto que apenas 30% provém da
alimentação. Existem pessoas que já nascem geneticamente
destinadas a serem grandes produtoras dessa molécula. Se elas
conseguissem cortar todo o colesterol da dieta missão
impossível, ainda não resolveriam seu problema e precisariam de
remédios.
Os vilões do colesterol são os hábitos pouco saudáveis na
alimentação. Mas o problema é quando ele circula em excesso, e
acaba estacionando na parede das artérias, obstruindo-as,
contribuindo assim, para uma doença conhecida por aterosclerose.
As consequências desta doença são perigosas, podendo causar
invalidez precoce, infartos, derrames, aneurismas podendo levar
o indivíduo a morte.
O ideal é ter menos de 200 miligramas dessa gordura por
decilitro sanguíneo. Mas isso depende de duas proteínas
encarregadas do transporte do colesterol no sangue: a HDL e a
LDL.
LDL (deve estar sempre abaixo de 100mg/dl) - É a abreviação, em
inglês, das primeiras letras de Low Density Lipoprotein =
lipoproteína de baixa densidade. É chamado também de LDL-
colesterol ou colesterol mau, porque essa lipoproteína entra na
composição da placa da ateroesclerose e na formação do trombo
HDL (deve ficar acima de 40 mg/dl) - É a abreviação, em inglês,
das primeiras letras de Hight Density Lipoprotein. Ao contrário
do LDL, é uma lipoproteína de alta densidade. O HDL é
considerado parte do colesterol que protege o coração (o bom
colesterol).
O colesterol pode ser levado a todas as células do organismo que
necessitam dele para diversificadas funções como: formação de
hormônios, ácidos biliares e vitamina D, que é muito importante
para os ossos. Lembramos também, que quanto mais colesterol uma
pessoa ingerir, com os alimentos que possuam gordura saturada e
os de origem animal, as chances de aumentá-lo na corrente
sangüínea será maior. Mas, não é apenas através da ingestão que
os níveis desse elemento se eleva em nosso sangue, as doenças
genéticas podem possibilitar o aumento do colesterol.
O colesterol contido nas lipoproteínas HDL é o bom colesterol.
Ele não participa do processo de obstrução das artérias e tem
ainda um efeito protetor. Estas lipoproteínas, na realidade
retiram o colesterol dos tecidos e o leva para o fígado onde é
eliminado ou reaproveitado. Esta ação é o que se chama de
transporte reverso do colesterol que tem ação anti-aterogênica.
Portanto, quanto maior o teor destas lipoproteínas HDL ou de
alta densidade, mais se evita a obstrução arterial pela
aterosclerose.
Já o LDL , tem relação direta com a doença aterosclerótica,
geralmente, quanto maior for o LDL da pessoa, mais chances ela
terá de sofrer das doenças decorrentes deste problema.
Infelizmente, o indivíduo só vai saber que tem a doença tarde
demais, quando o vaso se rompe. A má circulação do sangue
prejudica a oxigenação do organismo como um todo. Nos idosos, os
sinais podem ser perda de memória, falta de atenção, dormir e
acordar enquanto está conversando, dor nas pernas ao andar. A
angina, dor no peito causada pela falta de oxigênio no coração,
é também um sintoma.
O que é Aterosclerose ?
É o endurecimento das paredes dos vasos causado pela deposição
de gordura em suas paredes. Existe uma predisposição genética
que, combinada com o fumo, o estresse, a vida sedentária e a
pressão alta, pode levar à doença.
Tratamento
Existem remédios para controlar o colesterol alto, mas a
aterosclerose só melhora com uma mudança mais significativa no
estilo de vida. Reduzir o estresse, praticar exercícios físicos,
manter a pressão arterial estável e o peso sob controle são
fundamentais. As pessoas que tem diabetes devem ficar mais
atentas.
Sintomas
A aterosclerose não produz qualquer tipo de sintoma até que
ocorra a obstrução de uma ou mais artérias. Os sintomas dependem
do órgão afetado pela obstrução da artéria, que podem inclusive
levar o indivíduo a desenvolver algum fator de risco.
Prevenção
Quem tem predisposição deve seguir as mesmas recomendações
descritas no tratamento: manter hábitos de vida saudáveis,
evitando o fumo, controlando o colesterol e a pressão.
• Alimentação Balanceada
Comendo comida saudável você pode ajudar a reduzir sua taxa de
colesterol LDL, e isto vai protegê-lo dos efeitos danosos do
colesterol. Você pode elevar seu colesterol HDL com exercícios,
parando de fumar (se você fuma), e perdendo peso (se você tiver
a mais). Ingerindo comida saudável geralmente reduzimos os
níveis de colesterol.
Eis aqui algumas dicas de como comer com boa qualidade:
Dicas para Evitar o Colesterol:
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Gordura saturada e chocolates;
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Carnes fritas, bacon, lingüiça;
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Batatas fritas, refrigerantes;
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Pães doces, bolos prontos, tortas, massas com ovos;
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Queijos amarelos, leite integral;
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Molhos gordurosos que contenham manteiga, coco e creme;
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Evite lanches rápidos como cachorro-quente e sanduíches
gordurosos.
Dicas para Adotar no Combate ao Colesterol:
- Coma mais frutas e vegetais;
- Coma mais peixe grelhado ou assado e menos carnes fritas;
- Coma uma variedade de alimentos ricos em fibras, como aveia,
pães integrais e maçãs. As fibras ajudam a reduzir as taxas de
colesterol;
- Limite a ingestão de gorduras saturadas, como gordura de
derivados de leite;
- Limite os alimentos ricos em colesterol, como gema de ovo e
fígado;
- Utilize derivados de leite pobres em gordura, leite desnatado,
iogurte desnatado e sorvetes light;
- Evite frituras.
Os cuidados com a alimentação devem ser redobrados com pessoas
diabéticas, devido apresentarem riscos de manifestações da
aterosclerose de três a quatro vezes maior, que as pessoas
não-diabéticas. O ideal é que o nível de LDL em pessoas que
tenham o diabetes, não passe de 100mg/dL.
• Quem pode ter o colesterol elevado?
O colesterol alto não apresenta sintomas, por isso, quem tem
história de morte na família por infarto, doença
Aterosclerótica, tem Obesidade, é Sedentário, e alimenta-se com
ingestão exagerada de gorduras saturadas, tem mais chances de
ter colesterol alto. |
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As fibras são substâncias
presentes em alimentos de origem vegetal que o organismo não é
capaz de digerir e absorver.
São nutrientes indispensáveis, que não fornecem energia, e que
desempenham funções importantes.
Existem 2 tipos de fibras: as solúveis e as insolúveis, e elas
possuem papéis diferentes no organismo.
Fibras Solúveis
Fibras solúveis em água, formando uma estrutura em forma de gel
no intestino. retardam o esvaziamento do estômago, dando
sensação de saciedade. Ajudam a diminuir o nível de colesterol,
prevenindo o aparecimento de doenças cardiovasculares.
Principais fontes: frutas, leguminosas (feijão, ervilha, etc),
aveia e cevada.
Fibras Insolúveis
São insolúveis em água e aceleram o movimento do bolo fecal até
o intestino, regulando o trânsito intestinal e evitando a
constipação (prisão de ventre). As principais fontes são:
verduras cruas, frutas e cereais integrais (trigo, aveia, milho,
arroz, etc). Para o bom funcionamento do intestino o consumo de
fibras deve ser acompanhado da ingestão de água ou líquidos. |
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Controle do Peso Corpóreo |
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Toda a vez que nos alimentamos, o
estômago se distende e os alimentos começam a passar para o
intestino. Esse processo de distensão do estômago e passagem dos
alimentos para o intestino libera uma série de substâncias
ativas que vão agir sobre o cérebro e sobre os centros que
controlam a saciedade, indicando a hora de parar de comer.
Simultaneamente, o cérebro envia outras substâncias mensageiras
que atuam no aparelho digestivo. Além disso, o tecido gorduroso,
que não é inerte mas um tecido endócrino, produz hormônios que
também desempenham papel importante no controle do equilíbrio
entre fome e saciedade. |
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O controle do peso corpóreo é
feito pelo cérebro. Cabe a ele regular a quantidade de alimentos
que ingerimos e garantir o aporte energético para que as células
do organismo se mantenham vivas. Para ele, não faz diferença se
elas são neurônios que controlam a inteligência humana ou
células adiposas localizadas no abdômen ou nas nádegas. |
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Um desequilíbrio qualquer nesse
mecanismo delicado pode gerar aumento excessivo ou perda de peso
corpóreo. Nos dias de hoje, a obesidade constitui uma epidemia
mundial. O tratamento dos casos mais graves é bastante complexo
especialmente o dos casos classificados como obesidade grave ou
grau 3, (nomenclatura que substituiu a denominação obesidade
mórbida). |
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Pesquisa em capitais brasileiras mostra que o Rio de Janeiro é o campeão do excesso de peso |
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Uma pesquisa inédita realizada pelo Ministério da
Saúde em parceria com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), em quinze capitais
brasileiras mais o Distrito Federal, coloca o Rio em primeiro lugar no número de
ocorrências de casos de sobrepeso e obesidade – 48,1% da população com mais de
18 anos pesa mais do que deveria.
Em segundo lugar vem Porto Alegre, com 45,1%,
seguida de Curitiba (43%) e São Paulo (42,8%).
A pesquisa mostra que, no total
de cidades investigadas, os entrevistados que apresentam Índice de Massa
Corporal (o IMC, que é o peso dividido pela altura ao quadrado -
Kg/m2) acima do
considerado normal – a faixa que vai de 18,5 a 24,9 – chegam a 40,3%, sendo que
pouco mais de 10,9% destes são obesos e 29,4% estão acima do peso ideal. Ou
seja, quase metade dos brasileiros tem problemas com a balança. |
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Os cariocas na balança
Revista Veja - Edição 1860 - 30 de junho de 2004 |
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Fonte das Informações: |
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A.D.A.M. Medical Illustration Team |
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Revista Galileu - Edição 160 -
Novembro de 2004 |
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Revista Época - Edição 339 - 15 de
novembro de 2004 |
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Revista Veja - Edição 1860 - 30 de
junho de 2004 |
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Clínica de Cirurgia da Obesidade e Aparelho Digestivo |
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Dr. Arthur Garrido é médico,
cirurgião especialista em obesidade e professor da Faculdade de
Medicina da Universidade de São Paulo. |
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Livro: "Prevenção das Doenças do
Coração" - Fatores de Risco
Autores: Celso Ferreira/Maria Teresa R. C. Carneiro
Editora: Atheneu |
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Galeria |
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Fernando Botero |
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The Nap, 1982
Oil on Canvas - 135 x 172 cm |
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